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Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora.
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Cofre-relicário.
Cofre-relicário
Relicário de São Manços.
Relicário de São Manços
Cruz-relicário do Santo Lenho.
Cruz-relicário do Santo Lenho
Relicário.
Relicário

Arca-relicário de Santo Estêvão.
Arca-relicário
de Santo Estêvão

Busto-relicário  de Santa Isabel.
Busto-relicário
de Santa Isabel
Painel-relicário  de Santa Bárbara.
Painel-relicário
de Santa Bárbara
Santo António  com o Menino.
Santo António
com o Menino
Custódia-relicário  de São Gonçalo  de Lagos.
Custódia-relicário
de São Gonçalo
de Lagos
Relicário.
Relicário
 
Relicários

 

 

 

   
   
   

Entende-se por relíquias, em contexto religioso, os objectos que estão directamente relacionados com os santos ou porque são fragmentos do seu próprio corpo, ou lhes pertenceram ou neles tocaram e, por isso mesmo, são motivo de veneração. São, pois, algo de visível, de palpável, que alimenta a devoção dos fiéis, que aí buscam também um efeito taumatúrgico.
Se a importância e veneração dadas às relíquias depende do grau de pertença e proximidade com o santo, sem dúvida que muito maior relevo terão se estiverem relacionadas com o próprio Cristo. É o caso do Santo Lenho, fragmento do madeiro da Cruz – a relíquia por excelência – que, segundo a lenda, terá sido encontrado no século IV, no monte Calvário, por Santa Helena, mãe do Imperador Constantino.
O culto das relíquias é atestado desde os primeiros tempos do cristianismo, primeiro em relação com o corpo dos mártires, tendo vindo a alargar-se no decorrer dos séculos aos outros santos, sobretudo com o incremento da veneração e a multiplicação dos relicários, atingindo o auge no final da Idade Média. Simultaneamente foram aparecendo inúmeras falsificações e o consequente comércio ilícito, motivos que levaram o Concílio de Trento, em 1563, a uma tomada de posição, não só justificando o culto das relíquias como forma de venerar aqueles que viveram em Cristo, mas sobretudo, a fim de evitar abusos, exigindo o exame e a aprovação do bispo para a creditação de novas relíquias.
Com a expansão e desenvolvimento do culto, junto de conventos e catedrais, constituiram-se grandes colecções de relíquias (lipsanotecas), expostas geralmente em sacristias ou coros conventuais (em Évora, os conventos do Salvador e dos Remédios) ou em capelas próprias (Catedral eborense e Igreja do Espírito Santo).
Com a necessidade de guardar e expor as relíquias à veneração dos fiéis, criaram-se os relicários que assumem tipologias muito variadas consoante a dignificação a dar às relíquias, a vontade e capacidade económica dos ofertantes e a especificidade dos materiais. É frequente que os materiais escolhidos sejam nobres e dispendiosos, tais como ouro, prata e pedras preciosas, aliados a um trabalho oficinal e artístico de excelência.
Os relicários seleccionados são um exemplo da riqueza e variedade de tipologias e algumas das peças mais significativas do precioso acervo da Arquidiocese de Évora.

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