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Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora.
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Azulejaria e Arte

Magnificat Maria

Expressões Artisticas da Fé

Joalharia na Arte Devocional

Relicários

Arte Indo-Portuguesa

 
Resplendor de Imagem.
Resplendor de Imagem
Alfinete Ramo.
Alfinete Ramo
Alfinete com rubis e diamantes.
Alfinete com rubis e diamantes
Colar de Esmeraldas.
Colar de Esmeraldas
Grande firmal.
Grande firmal
Anel de topázio.
Anel de topázio
Cruz Relicário do Santo Espinho.
Cruz Relicário do Santo Espinho
Custódia.
Custódia
Insígnia da ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
Insígnia da ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçoso
Rosário em âmbar.
Rosário em âmbar
Coroa de Imagem.
Coroa de Imagem
Insígnia da Ordem de Cristo.
Insígnia da Ordem de Cristo
Meio-Adereço.
Meio-Adereço
Ceptro de Imagem.
Ceptro de Imagem
Adereço em ouro com diamantes.
Adereço em ouro com diamantes
 
Joalharia na Arte Devocional

 

 

 

   
   
   

As colecções de joalharia e ourivesaria da vasta Arquidiocese de Évora, que teve como seu primeiro arcebispo o Cardeal D. Henrique, são ricas em exemplos de grande valor gemológico não só do ponto de vista patrimonial, como também, e sobretudo, do ponto de vista do seu contributo para um melhor conhecimento da história da utilização das pedrarias, em especial nos sécs. XVIII e XIX, períodos que estão particularmente bem representados nos referidos acervos. O critério de escolha destas peças no roteiro foi, portanto, fundamentalmente o gemológico, sem esquecer, no entanto, os seus atributos estéticos e histórico-artísticos cujo relevo foi também determinante nesta selecção. Não se deve esquecer que a existência destas peças em metais nobres com pedrarias preciosas nas colecções da Igreja teve na sua origem actos de fé, sendo testemunhos de graças e favores, de confirmação de fé e de esperança na intervenção divina. Esta origem é aqui salientada pois permitiu a instituição a quem foram confiadas pelo povo devoto que estas jóias se mantivessem intactas, podendo ser, desta forma, utilizadas com segurança para os pretendidos fins de investigação científica, constituindo os resultados do estudo gemológico que esteve na base desta selecção válidos subsídios para a história da joalharia portuguesa. Assim, o tipo de pedras utilizadas e suas proveniências geográficas prováveis, os seus estilos de lapidação, os seus substitutos, as técnicas para o seu melhoramento, as designações antigas, entre outras informações estão aqui preservadas quase no seu estado original, o que é notável do ponto de vista da investigação. As 15 peças ora seleccionadas pretendem, assim, cobrir alguns dos aspectos gemológicos de maior interesse e valor, designadamente no que diz respeito à utilização dos diamantes e de algumas pedras de cor, designadamente os rubis e as esmeraldas, mas principalmente as pedrarias que, a partir do séc. XVIII, começaram a vir do Brasil em grandes quantidades, tais como, por exemplo, o topázio, o crisoberilo, o quartzo (ametista, citrino e cristal-de-rocha) e o berilo (goshenite).