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Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora.
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Azulejaria e Arte

Magnificat Maria

Expressões Artisticas da Fé

Joalharia na Arte Devocional

Relicários

Arte Indo-Portuguesa

 
Virgem do Paraíso.
Virgem do Paraíso
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Virgem do Ó ou da Expectação.
Virgem do Ó ou da Expectação
Assunção da Virgem.
Assunção da Virgem
Virgem com o Menino - Nossa Senhora da Guia.
Virgem com o Menino - Nossa Senhora da Guia
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Virgem com o Menino.
Virgem com o Menino
Presépio - Grupo escultórico.
Presépio - Grupo escultórico
Virgem do Rosário.
Virgem do Rosário
Nossa Senhora da Graça.
Nossa Senhora da Graça
Nossa Senhora da Piedade.
Nossa Senhora da Piedade
Nossa Senhora do Rosário.
Nossa Senhora do Rosário
Dormição da Virgem.
Dormição da Virgem
Nossa Senhora da Assunção.
Nossa Senhora da Assunção
Nossa Senhora da Boa Fé.
Nossa Senhora da Boa Fé
 
Magnificat Maria.

 

 

 

   
   
   

A devoção mariana marcou e continua a marcar muito fortemente toda a Europa católica, sobretudo nos países do Sul onde nunca sofreu a crítica de algum humanismo e menos ainda a oposição protestante. Vários factores, mais ou menos profundos, contribuíram para esta enorme difusão do culto de Maria. Factores antropológicos como a ligação ancestral das sociedades agrárias pré-cristãs ao culto da deusa-mãe, factores históricos, de coincidência da ocupação territorial pós reconquista com o maior desenvolvimento medieval do culto da Virgem, primeiro através de S. Bernardo e logo depois com a piedade mendicante e as irmandades laicas marianas dela resultantes, finalmente razões litúrgicas, como a multiplicação de festas marianas no calendário, coincidindo muitas delas com momentos particularmente importantes na vida das comunidades. A estas festas associaram-se romarias, fama de milagres e aparições que multiplicaram as formas de devoção a Maria e tornaram-na a essencial mediadora entre os homens e o mundo celeste, a "advogada" de que fala a Salvé Rainha, sem dúvida uma das mais difundidas orações medievais.

Esta enorme devoção teve obviamente o seu reflexo na arte e o facto de se tornar um culto em grande medida intermediador levou a uma particular utilização da escultura, arte mais favorável à expressão da piedade popular e individual. Por outro lado é bom não esquecermos que o nome Maria provêm do hebreu Maryam, que significa bela, tornando-se para os artistas no modelo mais elevado e também mais utilizado de procura de uma ideia do belo, nas suas dimensões físicas e espirituais, correspondendo assim a um tempo e a um desígnio espiritual e artístico.