Avançar para o conteúdo principal desta página.
Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora.
Apresentação

Inventário

Roteiros

Newsletter

Glossário

Links

Contactos


Página Inicial

Página de abertura

 

Azulejaria e Arte

Magnificat Maria

Expressões Artisticas da Fé

Joalharia na Arte Devocional

Relicários

Arte Indo-Portuguesa

 
Nossa Senhora da Graça do Divor.
Nossa Senhora da Graça do Divor
Azulejos de Padrão.
Azulejos de Padrão
Azulejos de Padrão.
Azulejos de Padrão
Azulejos de Padrão.
Azulejos de Padrão
Azulejos de Padrão.
Azulejos de Padrão
Azulejos de Padrão.
Azulejos de Padrão
Nossa Senhora com o Menino.
Nossa Senhora com o Menino
Painel ornamental.
Painel ornamental
Composição ornamental.
Composição ornamental
Cercadura com emblemas marianos.
Cercadura com emblemas marianos
Nossa Senhora da Boa Fé.
Nossa Senhora da Boa Fé
Nossa Senhora da Conceição com os símbolos Marianos.
Nossa Senhora da Conceição com os símbolos Marianos
Albarrada.
Albarrada
Padrão com volutas de acanto.
Padrão com volutas de acanto
Frontal de altar.
Frontal de altar
Calvário.
Calvário
Frontal de altar.
Frontal de altar
A Vida da Virgem.
A Vida da Virgem
São Miguel de Machede.
São Miguel de Machede
São Miguel pesando as almas.
São Miguel pesando as almas
Daniel na fossa dos leões.
Daniel na fossa dos leões
 
A Vida da Virgem.  Mais informação na imagem ampliada.

A Vida da Virgem

Oficina de Lisboa
Terceiro quartel do século XVIII

 

   
  Ampliar imagem.
   
A grande expressão do culto mariano, com numerosos templos dedicados a Nossa Senhora, faz das cenas da Vida da Virgem uma das séries mais reproduzidas na azulejaria figurativa de setecentos.

Os conjuntos de painéis articulavam-se no espaço arquitectónico através da repetição de molduras que, no período Rococó, tendem assumir contornos sinuosos com a introdução de concheados.

Como indicam as legendas em latim de cada episódio, a série segue um programa iconográfico uniformizado, para o qual os pintores de azulejos apoiavam-se em gravuras que, salvo uma ou outra pequena alteração, reproduziam com fidelidade. Apesar de matrizes comuns para toda a produção figurativa setecentista, são marcantes as diferenças com a produção do segundo quartel do século XVIII, realizadas pelas oficinas onde Sebastião de Almeida, José dos Santos Pinheiro e Joaquim de Brito haviam iniciado a sua aprendizagem.

A nova característica imediatamente perceptível é a adopção de um azul cerúleo, pouco intenso mas reforçado pelo brilho transparente do vidrado. Como se pode observar, por exemplo, no episódio da Fuga para o Egipto, na pintura opta-se pelo delineamento preciso, com pinceladas secas – em oposição a expressividade anterior -, e por uma gradação de tons muito suave, valores plásticos que também estavam presentes na pintura da época.

No revestimento da Boa Fé, que além da Vida da Virgem inclui a representação dos Evangelistas no arco triunfal, já estão amadurecidas as características que iriam vigorar durante toda a segunda metade do século XVIII, incluindo a produção da Fábrica Real do Rato. Curiosamente essas inovações estão presentes num programa de reconstituição, que inclui a azulejaria seriada precedente e uma disposição a simular um conjunto pinturas com molduras na parte superior da nave, tão ao gosto… Barroco.